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24 de Janeiro de 2019
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    Deputado Alberto Oliveira anuncia que não concorre à reeleição

    O deputado Alberto Oliveira (PMDB) afirmou que não irá concorrer à reeleição. A decisão foi anunciada quando ele ocupou a tribuna no período do Grande Expediente, nesta terça-feira (6), para falar sobre Reflexões e decisões sobre a vida política . “Comunico que vou concluir meu mandato, mas não disputarei a reeleição. Esta posição, porém, não me afastará do compromisso de prosseguir, em qualquer instância e em qualquer lugar, cultuando os valores que vejo como dignificantes na vida das pessoas, como lealdade, seriedade, interesse coletivo e ética”.

    Num discurso crítico e emocionado, Oliveira consolidou sua decisão em argumentos que envolveram, segundo ele, profundas reflexões. “O fazer política não é algo superior e nem perfeito. Mas os erros ou comportamentos inadequados de alguns, em diversas esferas de organização, vêm fazendo com que a arte de se fazer política seja desrespeitada”.

    Mais adiante, referiu-se aos que desvirtuam os objetivos da política. “Creio que todos os agentes políticos são movidos por uma força interior, nem sempre explicável, que os motivam a exercitar a arte da política. Para a maioria, esta é uma paixão constante, que tem o bem coletivo como a razão de ser. O exercício nobre da política deve ter como alicerce o ato virtuoso e não o ato delituoso”.

    PMDB

    Oliveira, falando sobre o PMDB, criticou a decisão do partido em não lançar candidato próprio à Presidência da República. “Foi nesta agremiação, meu único partido ao longo dos 35 anos da minha vida pública, que conheci grandes líderes nacionais, como Ulysses Guimarães, Tancredo Neves e Teotônio Vilela, e tenho profundo respeito por líderes gaúchos, como Germano Rigotto, Pedro Simon e José Fogaça. O PMDB ajudou a consolidar memoráveis e fundamentais conquistas para o país e para os brasileiros. É incompreensível, porém, que o maior partido do Brasil não permita a construção de candidatura própria efetiva à Presidência da República. O interesse por cargos e acordos eleitorais lhe reduzem as condições para que se fortaleça, de fato, como sendo o partido da esperança dos brasileiros”.

    Afirmando que não se afastará do interesse público, Oliveira disse que vai dedicar-se ao trabalho de “combate às drogas, que ceifa vidas e o futuro de jovens, aniquila a felicidade de milhares de famílias e desagrega o tecido social”.

    Currículo

    O deputado lembrou os principais momentos em que esteve atuando no cenário da política do país. “O movimento ativista estudantil, em 1974, ainda em Anápolis, Estado de Goiás, me levou à política. Já em Flores da Cunha, onde participei, primeiramente, do movimento estudantil, fui eleito vereador, em 1982, para um mandato de seis anos. Em 1987, o governador Pedro Simon convidou-me para ser seu chefe de gabinete. Foi uma experiência e um aprendizado permanentes. Em 1988, os florenses me elegeram prefeito da cidade. Foi um momento de grandes realizações na minha vida pública, de importantes conquistas nas áreas da saúde, educação, desenvolvimento e infraestrutura para a vida das pessoas".

    Sua participação no governo do Estado também foi destacada."Em 1995, fui secretario de Estado do Turismo no governo Antônio Britto, quando pude conviver com sua capacidade de gestão. Em 2002, Germano Rigotto convidou-me para ser o coordenador-geral de sua campanha ao governo do Estado. Na verdade não foi só uma campanha, foi uma epopéia. Depois daquela conquista, Rigotto convidou-me para ser seu chefe da Casa Civil e foi nesta função que exerci na plenitude o desejo público de servir aos gaúchos com integridade, com ética, com princípios e valores que engrandecem a vida política".

    Oliveira também falou sobre quando foi eleito como deputado estadual."Em 2006, com o voto de 36.516 gaúchos me elegi deputado estadual. Eu, que fui adotado pelos rio-grandenses, me senti ainda mais responsável pelas decisões que cabem ao Parlamento”.

    Criticas

    Alberto Oliveira criticou, no seu discurso, a morosidade do Parlamento. “Que motivos podem contribuir para uma demora de meses na aprovação, pela Comissão de Constituição e Justiça, de uma proposição?”

    Ele também falou sobre transformações que esperava para o Brasil, como a reforma eleitoral, reforma tributária, fiscal ou previdenciária. “Não é bom para a democracia que partidos substituam o debate de temas relevantes e transformadores para a Nação e Estado pela barganha por cargos, emendas parlamentares, liberação de verbas e condicionamentos políticos”, vaticinou.

    Lembrou que a opinião pública está em contato direto com o legislativo. “Pouco se valoriza o comportamento virtuoso da grande maioria. Muito se valoriza o comportamento delituoso de poucos. Isso gera desconforto, vergonha e desencanto e atinge de maneira feroz e injusta aos políticos que lutam pela vida pública honrada”.

    Emoção

    Alberto Oliveira encerrou seu pronunciamento de forma emocionada, após as manifestações de seus pares em apartes. “Todos já conhecem o encanto, a felicidade e o amor que tenho pela família. Agradeço, de modo muito especial, a presença aqui da minha esposa Ana, conselheira, compreensiva e carinhosa companheira, e a sublime presença de Juliana e Auber, meus filhos encantadores. Onde eu estiver, e o que estiver fazendo, serei protegido e protegerei, para que nossas vidas continuem a ser comunhão de fé, amor e vida digna e honrada”.

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