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14 de Dezembro de 2017
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    Acompanhados pelo presidente da assembleia, comitiva de Sem Terrinha entrega pauta de reivindicações

    Um conjunto de reivindicações voltadas principalmente à ações do poder público referentes à educação foi entregue ao chefe da Casa Civil, Fábio Branco, por uma comitiva formada por filhos e filhas de agricultores vinculados ao Movimento dos Trabalhadores rurais Sem Terra (MST). A reunião, realizada no Palácio Piratini na tarde desta quarta-feira (11), foi acompanhada pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Edegar Pretto (PT), professoras e monitoras de escolas instaladas em assentamentos. A atividade integra a programação do Encontro Regional dos Sem Terrinha da Região Metropolitana de Porto Alegre, que acontece de hoje a quinta-feira (12) no Assentamento Capela, em Nova Santa Rita. As crianças, com idades entre 7 e 12 anos, integram os assentamentos Che Guevara e Taquari e dos acampamentos Itapui, Santa Rita de Cássia, Capela, São Pedro e Roseira. Conforme a educadora Josene Aparecida dos Santos, “as crianças querem que o governo cumpra sua responsabilidade com a educação do campo, que garanta o direito de ter uma escola com qualidade e vinculada às suas realidades. Elas estão em luta pela alimentação saudável, agroecologia e continuidade da política de Reforma Agrária no estado”, explica. No encontro com Fábio Branco, os Sem Terrinha se posicionaram contra a reforma do ensino médio e a Lei da Mordaça, denunciaram que a política de fechamento de escolas do campo, adotada pelo governo estadual, está ancorada a outras estratégias que precarizam a educação, como o fechamento de turmas, os processos de enturmação e nucleação e a falta de professores e investimentos. Também foi reivindicado ao governo gaúcho a retomada dos processos administrativos para construção de seis escolas e reforma de duas, para que tenham condições de permanecer estudando nos assentamentos onde moram. Segurança e qualidade nos transportes escolares, garantia de fiscalização dos veículos e melhoria das estradas também fizeram parte das demandas apresentadas à Casa Civil, assim como a alimentação escolar, que em muitas situações é a principal refeição dos educandos. As crianças reivindicam que 80% dos alimentos adquiridos para a merenda venham da agricultura familiar e que o valor repassado para a alimentação seja superior a R$ 1,00 para todas as escolas, independente do número de alunos. Na carta lida pelos pequenos, foi solicitado ainda medidas a serem implementadas pelo governo para assentar famílias acampadas, proibir a pulverização aérea e combater o uso abusivo de agrotóxicos, especialmente em áreas próximas às escolas. A pauta também trouxe como demanda a ampliação do acervo literário das escolas e a garantia de professores para todas as turmas e áreas de ensino. Ao final, os Sem Terrinha fizeram questão de informar ao secretário que estão solidários aos professores e professoras em greve no estado, pois entendem que é impossível que estes se dediquem a contento diante da precarização que o trabalho dos educadores vem sofrendo nos últimos anos. Fábio Branco se comprometeu de encaminhar as questões às secretarias de Educação e de Desenvolvimento Rural e, assim que obtiver respostas das respectivas áreas, dar retorno à presidência do Legislativo. © Agência de Notícias
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