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14 de Dezembro de 2018
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    Ciro Simoni faz retrospectiva da sua atuação parlamentar e despede-se da Assembleia

    O deputado Ciro Simoni (PDT) ocupou o período do Grande Expediente da sessão da tarde desta quinta-feira (6). O parlamentar, que se despede do Parlamento gaúcho, uma vez que não concorreu à reeleição, fez uma retrospectiva da sua trajetória. “No dia 15 de março de 1995, fazia eu o primeiro pronunciamento em Grande Expediente nesta Casa legislativa. Lá se vão quase 24 anos. Neste momento, as minhas primeiras palavras são para renovar o meu orgulho e satisfação em representar, não apenas uma região especial do Estado, mas poder expressar nesta Casa do povo, os anseios legítimos de uma parcela considerável da população gaúcha”, iniciou o deputado do PDT. Reforçou que sua formação humanista, moldada na orientação familiar e consolidada no exercício da medicina, somados aos mandatos de vice-prefeito e prefeito de Osório, orientaram sua conduta nos 24 anos em que participou dos debates propostos neste Legislativo, "sempre primando pela melhoria da qualidade de vida do povo rio-grandenses, sob os princípios da justiça e da liberdade”, frisou Ciro Simoni. Fez questão de observar que, apesar das diferenças partidárias e ideológicas com alguns colegas deputados, sempre buscou, com cordialidade, o convívio a partir do respeito às ideias de cada um, tendo em vista os interesses maiores do Estado."Nesta tribuna, em paralelo ao trabalho pelo atendimento das necessidades da minha região, edifiquei uma trincheira permanente em defesa dos princípios que considero fundamentais na fixação de políticas públicas, para os mais diversos setores da sociedade”, reforçou o parlamentar do PDT. Deliberações programáticas Disse que se manteve fiel às deliberações programáticas do seu partido e a princípios sólidos, seja na apresentação de projetos ou na discussão e votação de matérias relevantes. Voltou a referir as mudanças, em especiais tecnológicas, que atingem o globo. “São alterações impressionantes, com ganhos e resultados positivos no mais diferentes campos e aspectos da vida humana. Ao mesmo tempo”, emendou, “a constante evolução vem acompanhada por mudanças sociais, políticas e econômicas nem sempre tão positivas, porque não raramente impõe dificuldades a grandes grupos sociais ou mesmo à sociedade como um todo”. Infelizmente, alertou, há uma crescente intolerância nos relacionamentos da sociedade, em decorrência de debates políticos-ideológicos. “Intolerância pela exacerbação na disputa de hegemonia econômica, por ganhos exorbitantes, para gerar maiores vantagens a uns poucos em detrimento de maiorias, e penso que os Parlamentos devem intensificar esforços no sentido de brecar esta lamentável tendência, sobretudo investindo na solidariedade, na moderação, no diálogo, no respeito entre as pessoas e suas instituições”, acrescentou. Para ele, o progresso e a modernidade só se legitimam quando a herança deixada pelos avanços da ciência e da tecnologia sejam objetos de benefício à coletividade, “não apenas um direito restrito à apropriação de vantagens por determinados grupos". Citou, igualmente, sua atuação na Comissão de Saúde e Meio Ambiente, como médico, dedicando “considerável atenção à luta por mudanças profundas no presente quadro doentio da saúde pública”. Secretaria da Saúde Mencionou, ainda, sua indicação, pelo PDT, e convidado pelo governador Tarso Genro, para exercer o cargo de secretário estadual da Saúde, “efetivando todos os esforços para desempenhar aquela função com toda minha dedicação e conhecimento na área”. Ciro Simoni ressaltou as dificuldades financeiras que assolam as administrações públicas, com consequências graves à saúde pública. Lembrou o caso do Hospital São Vicente de Paulo, em Osório, “um exemplo do flagelo comum em que se encontram instituições idênticas em grande parte dos municípios do Estado”, e defendeu, para que aconteçam melhorias, um novo pacto federativo e uma imediata reforma tributária. “É insuportável para a sociedade a atual carga tributária incidente sobre a remuneração das pessoas e sobre a produção, acima de tudo pela forma injusta como ela recai sobre os contribuintes. Da mesma forma, é insustentável a continuada concentração dos recursos, gerados nos municípios e concentrados na esfera federal”, pontuou. Pleno debate Conforme ele, as características da Federação Brasileira impõem, aos homens públicos de um Estado importante como o Rio Grande do Sul, - “há tempos com seus interesses desconsiderados e desrespeitados pelo poder central” -, realizar um grande debate que conclua por forte e criteriosa pressão, em nível nacional, buscando mudanças estruturais capazes de reestabelecer condições dignas ao Estado e à população gaúcha. Ciro Simoni ponderou que, diante de novas possíveis rodadas de negociações, “os rio-grandenses não podem ficar de joelhos perante o governo federal. É preciso que o povo gaúcho, que tanto já contribuiu para esta nação, seja respeitado”, sublinhou, pregando a necessária unidade de todas as forças políticas do Estado. Na sequência, recordou seu anúncio, durante as eleições de 2014, que este seria seu último mandato nesta Casa. “Saio com a tranquilidade do dever cumprido, com a cabeça erguida por honrar os meus eleitores. Com muito mais amigos e parceiros que quando aqui cheguei. E finalizo agradecendo ao meu partido, o PDT, pela oportunidade que me proporcionou de servir ao meu município e ao meu Estado”, referiu, agradecendo aos eleitores, assessores, funcionários da AL e a familiares. Ao encerrar, fez questão de agradecer aos seus colegas deputados, “pelo carinho, compreensão e companhia fraterna em todos esses anos de convivência”, afirmando que deixava o cargo eletivo, mas não a política. “É dever de cada cidadão a participação e a contribuição para que a política seja efetivada, com a prestação dos melhores serviços às comunidades e à população como um todo. Só por meio da política poderemos exercer as influências positivas à construção e busca de uma nação soberana, justa, igualitária e democrática”, encerrou, sendo muito aplaudido por todos os presentes. Apartes e autoridades Em apartes, manifestaram-se os deputados Gabriel Souza (MDB), Frederico Antunes (PP), Catarina Paladini (PSB), Adão Villaverde (PT), Ronaldo Santini (PTB) e Gilmar Sossella (PDT). Prestigiaram a sessão, o procurador-geral do Estado, Euzébio Ruschel; o deputado federal Afonso Motta (PDT/RS); o defensor público do Estado para Assuntos Jurídicos, Rafael Pinheiro Machado; o ex-deputado e ex-presidente da Assembleia, Otomar Vivian; e o presidente da Associação dos Municípios, Giovani Amestoy, entre outros. © Agência de Notícias
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